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TRANSTORNO DISMORFICO EM DERMATOLOGIA.

Não são raras as vezes que somos procurados para solucionar um problema que embora muito pequeno, aflige demasiadamente o paciente. Devemos ter atenção , pois poderemos estar diante de um “Transtorno Dismorfico”( TD )ou dismorfofobia e então o tratamento vai requerer o auxilio de outros profissionais.

 

O termo “dismorfia” é uma palavra grega que significa “feiúra”, especialmente na face. O diagnóstico pode ser um desafio, pois na sociedade atual, os sintomas são semelhantes a uma vaidade excessiva. Uso abusivo de cosméticos para disfarçar supostas imperfeições, cuidados exagerados com cabelos, exercícios físicos extenuantes, dietas inconseqüentes, são algumas características desses pacientes.

 

Os pacientes protadores de TD consideram sua imagem distorcida aos olhos do público, tornando-se uma obsessão. Eles não procuram um profissional ligado ao transtorno, como psicólogo ou psiquiatra, mas sim um dermatologista ou cirurgião plástico. O perfil mais comum de um paciente com dimorfismo : adulto jovem , solteiro, ambos sexos ( mais em mulheres) ancioso e infeliz sempre.

 

       As queixas na maioria das vezes são faciais ou em outra área ao alcance dos olhos do individuo, e podem ser : rugas , acne, cicatrizes,aumento de pelos, queda de cabelos, e uma gama de outros sintomas. Esses pacientes figuram como os principais responsáveis pela grande procura que ocorre hoje aos dermatologistas e cirurgiões plásticos para tratamentos estéticos e acabam não ficando satisfeitos com tratamento algum, uma vez que o problema está na sua auto-aceitaçao e pode gerar uma série de denúncias infundadas contra esses profissionais.O dermatologista deve concordar com as queixas do paciente  , para não criar atrito, mas já encaminhar para um tratamento mais específico, com o psicólogo ou psiquiatra.

 

O tratamento do TD é bastante difícil, pois existe a negação do paciente em relação a esse diagnóstico. Na nossa experiência, procuramos fazer o possível para satisfazer o individuo, sempre dentro de uma ética rigorosa e iniciar um pequeno trabalho em nível emocional, mas sempre encaminhar este paciente ao profissional da área , pois invariavelmente será necessário uma psicoterapia longa e trabalhosa e muitas vezes associada a medicamentos antidepressivos. 

Publicado por: Evandro Ennes de Lima Junior

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